A Igreja do Diabo – apresentação dia 22/11/2009 – INESQUECÍVEL

Finalmente…

 

O resultado de um ano de muito trabalho!!! Valeu pessoal!!!

 

Grupo Theatrón… em intensa atividade!

Vigésima segunda aula…

Continuamos construindo o que será, em breve, nosso exercício final. No entanto, para chegarmos até lá, precisamos alinhar as idéias e, principalmente, aprender com fazer isso!

Fizemos exercícios de expressão corporal, quase que contando uma história apenas com a reação dos nossos corpos ao tema proposto. Em um primeiro momento o exercício parecia sem um propósito mais pontual, porém, com a evolução fomos “encaixando” nossas emoções e transferindo todas as sensações para “A igreja do diabo”. Será que a reação de ficar preso dentro de casa um fim de semana inteiro, sem poder sair, é a do diabo quando se dá conta de sua desorganização e angústia de querer mudar tudo?

Os exercícios seguintes acompanharam a mesma linha de criar situações e demonstrar nossas reações diante delas. Na linguagem do corpo eu entendo que tudo é possível, basta um ponto de referência e deixar a energia fluir. Assim, vamos contando a história.

Mônica de Sousa e Lima – 26/10/2009

Vigésima primeira aula…

rita

Roteiro – A Igreja do Diabo

Pessoal… aqui está o primeiro roteiro da peça. Vamos estudá-lo, pensar em som, figurino… enfim. Segunda vamos colocar as idéias na mesa, ou melhor, no tablado, e criar a partir desse base que criamos na última aula.

Bjs.

Mônica

ROTEIRO: A Igreja do Diabo

A Igreja do Diabo
Roteiro do exercício de final de curso
1-
Narração
O Diabo insatisfeito e humilhado com a desorganização de seu empreendimento,
atuando somente no `varejo`, entendeu que era hora de ter uma estrutura mais sistêmica,
e que a única forma de atingir este objetivo era criar sua própria igreja.
Decidido isso, ele vai a Deus, apresentar seu plano desafiador; Deus, ocupado com
seu próprio rebanho de almas, não avança muito na conversa, e logo o despacha, dizendo que
ele deveria seguir seu caminho e concluir seus planos.
Ao descer na Terra o Diabo intui que deveria aplicar seus dotes de sedução para
arrebanhar seus próprios fiéis, e usando de meios modernos de aproximação com as massas,
resolveu produzir um `talk-show`, onde poderia até ter merchandises, propagandas explícitas
e falar diretamente a seu público.
2-
Talk-show
Escolheu um nome cativante, excitante, e de grande apelo midiático para seu show, ele se
chamaria `De cara com a Belinha`; Belinha era a musa da telinha, e ele sabia que Belinha
garantiria de cara um ibope de 50% dos telespectadores, no mínimo;
a apresentadora entra e anuncia o entrevistado da noite.
O Diabo se apresenta, insinuante e insidioso, fala da sua nova igreja, e suas virtudes;
Abre o diálogo através de perguntas liberadas aos presentes, ou por outros meios (
telefone, email, torpedos, twiter (siga o Diabo no twiter));
3-
Narrador fala  do sucesso da nova igreja;
reentrevista o Diabo um ano após a fundação da igreja para que ele exponha seu grande sucesso;
4-
Talk-show
Foco nos `milagres`….Diabetes….`voluntários` dando testemunhas emocionantes de
suas recuperações e superações;
O próprio Diabo chama seus reporteres volantes em vários pontos do mundo, enviados
especiais que coletam novos testemunhos planetários; assim seu empreendimento se afirma
multi-nacional, transplanetário;
5-
Narração
Apesar de todo o êxito da igreja do Diabo, ele fica sabendo através da imprensa
que alguns desvios de comportamento se fazem presentes entre seus fiéis; e isto acaba
sendo confirmado por seus próprios informantes, o que lhe provoca uma IRA incontrolável
(alias uma virtude no conceito do Diabo ?!), mas sabe como é, né?! pimenta no fiofó do
vizinho é refresco;
6-
Diabo vai falar com Deus
Pergunta então : “porque não deu certo seu plano infalível?”
Deus Responde : “que queres tu? esta é a eterna contradição humana!!”

Cena 1 – Narrador apresenta a idéia central ao público

O Diabo, insatisfeito e humilhado com a desorganização de seu empreendimento, atuando somente no “varejo”, entendeu que era hora de ter uma estrutura mais sistêmica, e que a única forma de atingir este objetivo era criar sua própria igreja. Decidido isso, ele subiu ao céu e foi falar com Deus, apresentar seu plano desafiador; Deus, ocupado com seu próprio rebanho de almas, não avança muito na conversa, e logo o despacha, dizendo que ele deveria seguir seu caminho e concluir seus planos. Ao descer na Terra, o Diabo intui que deveria aplicar seus dotes de sedução para arrebanhar seus próprios fiéis. Usando de meios modernos de aproximação com as massas, resolveu produzir um “talk show”.

Cena 2 – O talk show

“De cara com Bellinha” foi o programa escolhido pelo Diabo para anunciar sua novidade. Ele queria um programa excitante e de grande apelo midiático para seu show. E Bellinha, a apresentadora, era a musa da telinha, e ele sabia que Belinha garantiria de cara um ibope de 50% dos telespectadores, no mínimo.

A apresentadora entra e anuncia o entrevistado da noite.

O Diabo se apresenta, insinuante e insidioso, fala da sua nova igreja, e suas virtudes. Abre o diálogo através de perguntas liberadas aos presentes, ou por outros meios (telefone, email, torpedos, Twitter - siga o Diabo no Twitter);

Cena 3 - Narrador conta para o público o sucesso da nova igreja;

O tempo foi passando, a vida na Terra não estava lá aquelas coisas. Parecia que piorava mesmo a cada dia. E o grande responsável por isso era o Diabo e sua nova doutrina. Após um ano, sua igreja é um sucesso no mundo todo. E seus fiéis seguidores faziam questão de colocar em prática seus ensinamentos. O que antes era “pecado”, agora era motivo de orgulho. Aliás, o orgulho era uma virtude. Inveja, ira, gula… a ordem era liberar geral. Claro que isso agradou em cheio. Era o que todos queriam, afinal, é muito ruim ficar se policiando 24 horas, ficar preocupado com o próximo quando mal damos conta de nós mesmos. E, claro, diante de tanto sucesso, o Diabo partiu a segunda etapa do seu plano, digamos, diabólico. Ele voltou ao mesmo talk show para reafirmar seu sucesso.

Cena 4 – O retorno ao talk show

A apresentadora Bellinha, mais uma vez, anuncia seu ilustre entrevistado da noite e já avisa o público que terá muitas surpresas durante o programa. O Diabo surge, mas não vem sozinho dessa vez. Ele traz junto suas “diabetes” que tem a missão de buscar “voluntários” em meio ao público presente que darão testemunhos emocionantes sobre a mudança radical de vida depois que passou a frequentar a Igreja do Diabo.

Entre um milagre e outro, entra em cena o merchandising de alguns produtos que, aliás,  fazem parte da cadeia mercadológica criada pelo próprio Diabo.

O Diabo então mostra para todos o seu poder. Cura cegos, paralíticos, alivia a burrice de outros, enfim, faz a festa e sai dali se sentindo o maior. Maior até mesmo que Deus.

Cena 5 - Narrador conta que algo estranho está para acontecer

Apesar de todo o êxito da igreja do Diabo, algumas coisas começam a acontecer e que o deixam com a pulga atrás da orelha. Alguns fatos noticiados pela imprensa falavam de alguns desvios de comportamento entre seus fiéis. Apesar das notícias, o Diabo não queria acreditar muito nisso. “Imagina!” – dizia ele – “as pessoas estavam podendo ser exatamente como elas são, fazer o que elas bem queriam, o que mais elas estariam querendo”? Mas, o que o Diabo não esperava, era que todos esses boatos seriam confirmado pelos seus próprios informantes, o que lhe provoca uma IRA incontrolável (alias uma virtude no conceito do Diabo?!), mas sabe como é, né?! pimenta no fiofó do vizinho é refresco;

Cena 6 – Pedindo explicações para Deus

Tomado pela raiva, o Diabo, sem saber o que fazer para barrar a onda de bondade que tomava o mundo e que anunciava o fracasso de sua igreja, foi então falar com Deus. Afinal, Deus tinha experiência em lidar com a mente humana. Chegando ao céu, encontrou Deus em sua paz costumeira e então pergunta: “meu plano era perfeito, eu dei tudo o que esses humanos queriam, dei a liberdade de odeiar quem eles quisessem, de olhar para o próprio umbigo, eu dei o mundo para eles! Mas, mesmo assim, com tudo isso, por que não deu certo? Por que esses infelizes nunca estão satisfeitos Deus!?”

Deus, olhando para o Diabo com a cara de “eu já sabia”, dá um tapinha nas costas do injuriado, o consola e responde: “o que queres tu? esta é a eterna contradição humana!!”

F I M

Vigésima aula…

isabela

Décima nona aula…

Estamos nos aproximando do fim de mais um módulo. Faltam cerca de cinco aulas e já começa a dar saudade. Principalmente porque as aulas estão cada vez mais dinâmicas e formadoras.

Na primeira parte da aula, após o aquecimento do corpo e voz, fizemos o Jogo do Vampiro. De olhos fechados, nos deslocamos pelo espaço e o objetivo era que o “vampiro” da vez tocasse no pescoço de quem estiver perto e assim “transformá-lo” também em vampiro. Fizemos isso sempre com os olhos fechados. A princípio até parecia um exercício simples, mas, com o desenvolvimento, percebemos que não era bem assim. As reações foram as mais diversas: medo, ansiedade, apreensão, entre outras. Porém, o que tiro de lição desse jogo é que utilizamos muito mal nossos sentidos. Ficamos, muitas vezes, presos a visão sendo que temos ainda, por exemplo, a audição e o tato. E esse exercício nos mostrou isso. Sem a visão, éramos obrigados a prestar mais atenção no que acontecia a nossa volta. Com o passar do tempo, o que parecia estranho até se tornou divertido. Éramos guiados pelas vozes e pela percepção da presença de outro corpo ao nosso lado e o exercício exigiu muita atenção e concentração.

Na segunda parte da aula, trabalhamos mais um pouco com o conto “A Igreja do Diabo”, nosso desafio desse módulo da oficina. Utilizando cartolinas e imagens que escolhemos em revistas e jornais, nas aulas anteriores, e que tinham a ver com o conto, fomos montando as cenas, definindo quando começa e encerra cada uma.

Eu entendo que esse trabalho de construção das cenas e dos personagens será fundamental para montar a base do exercício final que será proposto ainda. E, seja ele qual for, precisamos estar preparados e conhecendo muito bem cada parte do texto.

Tanto o Jogo do Vampiro quanto a construção das cenas em cartolinas foram fundamentais no aprimoramento das técnicas teatrais, fortalecendo ainda mais o meu desejo de seguir em frente nessa arte.

E que venham os novos desafios!

Mônica de Sousa e Lima – 28/09/2009

Décima oitava aula…

Iniciamos a aula com alongamento.

1º Exercício: Fizemos um círculo, Prof. Fernando pegou um recorte de jornal onde havia um desenho/foto e deu para um aluno. Este aluno começou a contar uma história e, quando ele parou de contar, o próximo do círculo continuou a história e assim até que todos do circulo contassem a história. Foi envolvente pois ficávamos pensando o que iriamos contar, mas quando chegava a nossa vez, a história tinha tomado um outro caminho, fazendo com que usassemos  a imaginação.

2º Exercício: Igual ao exercício anterior, mas com a diferença de colocar nomes nas pessoas da história. Foi interessante, trabalhamos com atenção e memória, e desenvolvemos a capacidade de dar sequência lógicas aos fatos.

3º Exercício: Continuando o exercício anterior e tínhamos que falar do local onde  se passava a história, descrever detalhadamente o ambiente. Depois foi liberado para quem quisesse continuar a história, sem seguir a sequência do círculo.

4º Exercício: Uma dupla ficava de pé, de frente para as outras duplas, o Professor dava um recorte de jornal, e a dupla tinha que contar uma história a partir daquele recorte, tínhamos que ficar atentos em não dar as costas para os outros alunos, e sempre contar a história olhando para eles. Prestar atenção na fala do amigo, mostrar segurança, usar a imaginação, fazer com que a história chegue clara e bem definida para quem assisti.

Gostei muito desta aula, através da prática melhoramos nossas técnicas, seja de voz, expressão. Contando e inventando histórias fez com que viajassemos em nossa imaginação, alguns colocavam drama,  outros comédia, e cada aluno que continuava a história era um suspense, não sabiamos o que viria a seguir. Foi uma possibilidades única de vivenciar histórias novas, inventadas, e os alunos se tornaram criativos, desenvolvendo sua imaginação.

Rita Nakahara – 21/09/2009

Décima sétima aula…

Esta aula marcou o retorno após o feriado e a semana do Teatro, um esperado  e entusiasmado retorno, alias.

Quem participou ou assistiu uma ou mais peças, teve a oportunidade de trazer a discussão diversos aspectos destas experiências vividas, seja no  back-stage , seja na platéia. E foi assim que tomei conhecimento do grau de  importância que, por exemplo, a iluminação tem na cena. Certamente, muitas outras lições devem ter sido tiradas da assistência destas peças, e uma outra particularmente interessante, me mostrou que a arte do Teatro segue por meandros ainda insuspeitos para mim.  Surpreendeu-me descobrir que há mais do que a cena óbvia pode mostrar. Talvez uma meta linguagem, na qual formas e expressões manifestam-se dando ao espectador a chance de ativamente construir seu próprio entendimento, num enredo em que ele próprio faz parte da descoberta. Um livre pensar, criativo e crítico, simultaneamente necessários.

Embalados por esta atmosfera de descobertas, retomamos a discussão da ‘Igreja do Diabo’ , buscando compreender melhor o processo criativo. E transitamos entre os exercícios de transformar uma estória em imagens e vice-versa. Novas descobertas. Se num sentido a tarefa não se mostrou tão simples, no outro,  avizinham-se dificuldades a serem vencidas. Mas o processo é sem dúvida estimulante.

Na tentativa inicial de reconstrução da cena, parece não haver um único fio condutor da estória. Diferentes interpretações parece poder surgir, dependendo da compreensão, da visão pessoal e dos fundamentos filosóficos do leitor.  Bom, tudo ainda ainda me parece enigmático e a ser compreendido.

De toda forma a tarefa seguinte parece ser a  de dar expressão a seqüencia de atos que possam ser encenados, em harmonia com a dinâmica da estória original.

Para finalizar a aula, exercitamos um jogo que exigia a criação de outra estória, que era costurada de improviso, a partir de imagens de recortes aleatórios de revistas; Mais uma vez o desafio era dar sentido minimamente coerente a um fluxo de idéias sacadas instantaneamente e de surpresa. Certamente uma das habilidades que devemos desenvolver nesta nossa formação.

Chico – 14/09/2009