Roteiro – A Igreja do Diabo

Pessoal… aqui está o primeiro roteiro da peça. Vamos estudá-lo, pensar em som, figurino… enfim. Segunda vamos colocar as idéias na mesa, ou melhor, no tablado, e criar a partir desse base que criamos na última aula.

Bjs.

Mônica

ROTEIRO: A Igreja do Diabo

A Igreja do Diabo
Roteiro do exercício de final de curso
1-
Narração
O Diabo insatisfeito e humilhado com a desorganização de seu empreendimento,
atuando somente no `varejo`, entendeu que era hora de ter uma estrutura mais sistêmica,
e que a única forma de atingir este objetivo era criar sua própria igreja.
Decidido isso, ele vai a Deus, apresentar seu plano desafiador; Deus, ocupado com
seu próprio rebanho de almas, não avança muito na conversa, e logo o despacha, dizendo que
ele deveria seguir seu caminho e concluir seus planos.
Ao descer na Terra o Diabo intui que deveria aplicar seus dotes de sedução para
arrebanhar seus próprios fiéis, e usando de meios modernos de aproximação com as massas,
resolveu produzir um `talk-show`, onde poderia até ter merchandises, propagandas explícitas
e falar diretamente a seu público.
2-
Talk-show
Escolheu um nome cativante, excitante, e de grande apelo midiático para seu show, ele se
chamaria `De cara com a Belinha`; Belinha era a musa da telinha, e ele sabia que Belinha
garantiria de cara um ibope de 50% dos telespectadores, no mínimo;
a apresentadora entra e anuncia o entrevistado da noite.
O Diabo se apresenta, insinuante e insidioso, fala da sua nova igreja, e suas virtudes;
Abre o diálogo através de perguntas liberadas aos presentes, ou por outros meios (
telefone, email, torpedos, twiter (siga o Diabo no twiter));
3-
Narrador fala  do sucesso da nova igreja;
reentrevista o Diabo um ano após a fundação da igreja para que ele exponha seu grande sucesso;
4-
Talk-show
Foco nos `milagres`….Diabetes….`voluntários` dando testemunhas emocionantes de
suas recuperações e superações;
O próprio Diabo chama seus reporteres volantes em vários pontos do mundo, enviados
especiais que coletam novos testemunhos planetários; assim seu empreendimento se afirma
multi-nacional, transplanetário;
5-
Narração
Apesar de todo o êxito da igreja do Diabo, ele fica sabendo através da imprensa
que alguns desvios de comportamento se fazem presentes entre seus fiéis; e isto acaba
sendo confirmado por seus próprios informantes, o que lhe provoca uma IRA incontrolável
(alias uma virtude no conceito do Diabo ?!), mas sabe como é, né?! pimenta no fiofó do
vizinho é refresco;
6-
Diabo vai falar com Deus
Pergunta então : “porque não deu certo seu plano infalível?”
Deus Responde : “que queres tu? esta é a eterna contradição humana!!”

Cena 1 – Narrador apresenta a idéia central ao público

O Diabo, insatisfeito e humilhado com a desorganização de seu empreendimento, atuando somente no “varejo”, entendeu que era hora de ter uma estrutura mais sistêmica, e que a única forma de atingir este objetivo era criar sua própria igreja. Decidido isso, ele subiu ao céu e foi falar com Deus, apresentar seu plano desafiador; Deus, ocupado com seu próprio rebanho de almas, não avança muito na conversa, e logo o despacha, dizendo que ele deveria seguir seu caminho e concluir seus planos. Ao descer na Terra, o Diabo intui que deveria aplicar seus dotes de sedução para arrebanhar seus próprios fiéis. Usando de meios modernos de aproximação com as massas, resolveu produzir um “talk show”.

Cena 2 – O talk show

“De cara com Bellinha” foi o programa escolhido pelo Diabo para anunciar sua novidade. Ele queria um programa excitante e de grande apelo midiático para seu show. E Bellinha, a apresentadora, era a musa da telinha, e ele sabia que Belinha garantiria de cara um ibope de 50% dos telespectadores, no mínimo.

A apresentadora entra e anuncia o entrevistado da noite.

O Diabo se apresenta, insinuante e insidioso, fala da sua nova igreja, e suas virtudes. Abre o diálogo através de perguntas liberadas aos presentes, ou por outros meios (telefone, email, torpedos, Twitter - siga o Diabo no Twitter);

Cena 3 - Narrador conta para o público o sucesso da nova igreja;

O tempo foi passando, a vida na Terra não estava lá aquelas coisas. Parecia que piorava mesmo a cada dia. E o grande responsável por isso era o Diabo e sua nova doutrina. Após um ano, sua igreja é um sucesso no mundo todo. E seus fiéis seguidores faziam questão de colocar em prática seus ensinamentos. O que antes era “pecado”, agora era motivo de orgulho. Aliás, o orgulho era uma virtude. Inveja, ira, gula… a ordem era liberar geral. Claro que isso agradou em cheio. Era o que todos queriam, afinal, é muito ruim ficar se policiando 24 horas, ficar preocupado com o próximo quando mal damos conta de nós mesmos. E, claro, diante de tanto sucesso, o Diabo partiu a segunda etapa do seu plano, digamos, diabólico. Ele voltou ao mesmo talk show para reafirmar seu sucesso.

Cena 4 – O retorno ao talk show

A apresentadora Bellinha, mais uma vez, anuncia seu ilustre entrevistado da noite e já avisa o público que terá muitas surpresas durante o programa. O Diabo surge, mas não vem sozinho dessa vez. Ele traz junto suas “diabetes” que tem a missão de buscar “voluntários” em meio ao público presente que darão testemunhos emocionantes sobre a mudança radical de vida depois que passou a frequentar a Igreja do Diabo.

Entre um milagre e outro, entra em cena o merchandising de alguns produtos que, aliás,  fazem parte da cadeia mercadológica criada pelo próprio Diabo.

O Diabo então mostra para todos o seu poder. Cura cegos, paralíticos, alivia a burrice de outros, enfim, faz a festa e sai dali se sentindo o maior. Maior até mesmo que Deus.

Cena 5 - Narrador conta que algo estranho está para acontecer

Apesar de todo o êxito da igreja do Diabo, algumas coisas começam a acontecer e que o deixam com a pulga atrás da orelha. Alguns fatos noticiados pela imprensa falavam de alguns desvios de comportamento entre seus fiéis. Apesar das notícias, o Diabo não queria acreditar muito nisso. “Imagina!” – dizia ele – “as pessoas estavam podendo ser exatamente como elas são, fazer o que elas bem queriam, o que mais elas estariam querendo”? Mas, o que o Diabo não esperava, era que todos esses boatos seriam confirmado pelos seus próprios informantes, o que lhe provoca uma IRA incontrolável (alias uma virtude no conceito do Diabo?!), mas sabe como é, né?! pimenta no fiofó do vizinho é refresco;

Cena 6 – Pedindo explicações para Deus

Tomado pela raiva, o Diabo, sem saber o que fazer para barrar a onda de bondade que tomava o mundo e que anunciava o fracasso de sua igreja, foi então falar com Deus. Afinal, Deus tinha experiência em lidar com a mente humana. Chegando ao céu, encontrou Deus em sua paz costumeira e então pergunta: “meu plano era perfeito, eu dei tudo o que esses humanos queriam, dei a liberdade de odeiar quem eles quisessem, de olhar para o próprio umbigo, eu dei o mundo para eles! Mas, mesmo assim, com tudo isso, por que não deu certo? Por que esses infelizes nunca estão satisfeitos Deus!?”

Deus, olhando para o Diabo com a cara de “eu já sabia”, dá um tapinha nas costas do injuriado, o consola e responde: “o que queres tu? esta é a eterna contradição humana!!”

F I M

Vigésima aula…

AGUARDANDO TEXTO…

Décima nona aula…

Estamos nos aproximando do fim de mais um módulo. Faltam cerca de cinco aulas e já começa a dar saudade. Principalmente porque as aulas estão cada vez mais dinâmicas e formadoras.

Na primeira parte da aula, após o aquecimento do corpo e voz, fizemos o Jogo do Vampiro. De olhos fechados, nos deslocamos pelo espaço e o objetivo era que o “vampiro” da vez tocasse no pescoço de quem estiver perto e assim “transformá-lo” também em vampiro. Fizemos isso sempre com os olhos fechados. A princípio até parecia um exercício simples, mas, com o desenvolvimento, percebemos que não era bem assim. As reações foram as mais diversas: medo, ansiedade, apreensão, entre outras. Porém, o que tiro de lição desse jogo é que utilizamos muito mal nossos sentidos. Ficamos, muitas vezes, presos a visão sendo que temos ainda, por exemplo, a audição e o tato. E esse exercício nos mostrou isso. Sem a visão, éramos obrigados a prestar mais atenção no que acontecia a nossa volta. Com o passar do tempo, o que parecia estranho até se tornou divertido. Éramos guiados pelas vozes e pela percepção da presença de outro corpo ao nosso lado e o exercício exigiu muita atenção e concentração.

Na segunda parte da aula, trabalhamos mais um pouco com o conto “A Igreja do Diabo”, nosso desafio desse módulo da oficina. Utilizando cartolinas e imagens que escolhemos em revistas e jornais, nas aulas anteriores, e que tinham a ver com o conto, fomos montando as cenas, definindo quando começa e encerra cada uma.

Eu entendo que esse trabalho de construção das cenas e dos personagens será fundamental para montar a base do exercício final que será proposto ainda. E, seja ele qual for, precisamos estar preparados e conhecendo muito bem cada parte do texto.

Tanto o Jogo do Vampiro quanto a construção das cenas em cartolinas foram fundamentais no aprimoramento das técnicas teatrais, fortalecendo ainda mais o meu desejo de seguir em frente nessa arte.

E que venham os novos desafios!

Mônica de Sousa e Lima – 28/09/2009

Décima oitava aula…

Iniciamos a aula com alongamento.

1º Exercício: Fizemos um círculo, Prof. Fernando pegou um recorte de jornal onde havia um desenho/foto e deu para um aluno. Este aluno começou a contar uma história e, quando ele parou de contar, o próximo do círculo continuou a história e assim até que todos do circulo contassem a história. Foi envolvente pois ficávamos pensando o que iriamos contar, mas quando chegava a nossa vez, a história tinha tomado um outro caminho, fazendo com que usassemos  a imaginação.

2º Exercício: Igual ao exercício anterior, mas com a diferença de colocar nomes nas pessoas da história. Foi interessante, trabalhamos com atenção e memória, e desenvolvemos a capacidade de dar sequência lógicas aos fatos.

3º Exercício: Continuando o exercício anterior e tínhamos que falar do local onde  se passava a história, descrever detalhadamente o ambiente. Depois foi liberado para quem quisesse continuar a história, sem seguir a sequência do círculo.

4º Exercício: Uma dupla ficava de pé, de frente para as outras duplas, o Professor dava um recorte de jornal, e a dupla tinha que contar uma história a partir daquele recorte, tínhamos que ficar atentos em não dar as costas para os outros alunos, e sempre contar a história olhando para eles. Prestar atenção na fala do amigo, mostrar segurança, usar a imaginação, fazer com que a história chegue clara e bem definida para quem assisti.

Gostei muito desta aula, através da prática melhoramos nossas técnicas, seja de voz, expressão. Contando e inventando histórias fez com que viajassemos em nossa imaginação, alguns colocavam drama,  outros comédia, e cada aluno que continuava a história era um suspense, não sabiamos o que viria a seguir. Foi uma possibilidades única de vivenciar histórias novas, inventadas, e os alunos se tornaram criativos, desenvolvendo sua imaginação.

Rita Nakahara – 21/09/2009

Décima sétima aula…

Esta aula marcou o retorno após o feriado e a semana do Teatro, um esperado  e entusiasmado retorno, alias.

Quem participou ou assistiu uma ou mais peças, teve a oportunidade de trazer a discussão diversos aspectos destas experiências vividas, seja no  back-stage , seja na platéia. E foi assim que tomei conhecimento do grau de  importância que, por exemplo, a iluminação tem na cena. Certamente, muitas outras lições devem ter sido tiradas da assistência destas peças, e uma outra particularmente interessante, me mostrou que a arte do Teatro segue por meandros ainda insuspeitos para mim.  Surpreendeu-me descobrir que há mais do que a cena óbvia pode mostrar. Talvez uma meta linguagem, na qual formas e expressões manifestam-se dando ao espectador a chance de ativamente construir seu próprio entendimento, num enredo em que ele próprio faz parte da descoberta. Um livre pensar, criativo e crítico, simultaneamente necessários.

Embalados por esta atmosfera de descobertas, retomamos a discussão da ‘Igreja do Diabo’ , buscando compreender melhor o processo criativo. E transitamos entre os exercícios de transformar uma estória em imagens e vice-versa. Novas descobertas. Se num sentido a tarefa não se mostrou tão simples, no outro,  avizinham-se dificuldades a serem vencidas. Mas o processo é sem dúvida estimulante.

Na tentativa inicial de reconstrução da cena, parece não haver um único fio condutor da estória. Diferentes interpretações parece poder surgir, dependendo da compreensão, da visão pessoal e dos fundamentos filosóficos do leitor.  Bom, tudo ainda ainda me parece enigmático e a ser compreendido.

De toda forma a tarefa seguinte parece ser a  de dar expressão a seqüencia de atos que possam ser encenados, em harmonia com a dinâmica da estória original.

Para finalizar a aula, exercitamos um jogo que exigia a criação de outra estória, que era costurada de improviso, a partir de imagens de recortes aleatórios de revistas; Mais uma vez o desafio era dar sentido minimamente coerente a um fluxo de idéias sacadas instantaneamente e de surpresa. Certamente uma das habilidades que devemos desenvolver nesta nossa formação.

Chico – 14/09/2009

Décima sexta aula…

AGUARDANDO TEXTO

Um olhar sobre o Festivale.

Olá pessoal! Estou passando por aqui para avisar que fiz um texto sobre o que vi e senti durante o Festivale. Deixo claro que é a minha opnião, por isso coloquei no meu blog pessoal. Quem quiser dar uma olhada, fique à vontade. Não fiz uma descrição de tudo o que vi, mas de algumas coisas que achei que valia a pena registrar.

O link para o meu blog é http://relicarioesonhos.wordpress.com/2009/09/16/fimdofestivale/

Espero que tenhamos, em breve, novos momentos como esse.

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Mônica de Sousa e Lima

Festivale. Uma experiência boa.

Estamos praticamente no meio do Festivale e já é possível afirmar que, quem não foi até agora, perdeu de participar de momentos interessantes. Mas, ainda há tempo. Até o dia 13 muitos grupos estarão mostrando toda a sua arte e, principalmente, criatividade e talento. A programação completa está no www.fccr.org.br/festivale.

Não fique ai perdendo tempo. Veja a programação e mesmo que não conheça o grupo ou a peça, vá. Garanto que irá se surpreender.

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Mônica de Sousa e Lima

Décima quinta aula…

O nosso grupo está interagindo cada vez melhor. Gostei muito da encenação onde tínhamos que passar do estado triste para o estado feliz, mesmo sendo um pouco complicado.

Nessa altura do campeonato posso dizer que o teatro me ajudo muito a perde a timidez e que todos estão dando o melhor de si (pelo menos é o que parece).

A cada dia os exercícios ficam mais elaborados e mais difíceis de executar.

Jefferson Lima – 17/08/2009

Décima quarta aula…

Uma aula muito gratificante onde, como de costume, começamos com exercícios físicos e respiratórios.

Iniciamos um novo jogo, pois tínhamos que preservar a concordância do rítimo com um gesto, apontando e dizendo algo para que o próximo possa continuar.

Trabalhamos também em conjunto  improvisado um espaço, lugar e os scripts

E, por fim, iniciamos um trabalho com uma pessoa neutra no palco. Em seguida, outra pessoa entrava com alguma idéia em mente e passava a interagir com quem já estava no palco. Esse exercício requer agilidade e ter algo em mente que complete o ator em cena. Conclui-se que nosso grupo está cada vez mais unido e interagido entre si.

Paulinha – 17/08/2009