É cada vez mais nítida para nós a importância dos exercícios de ‘aquecimento’ e alongamento. Principalmente para quem já não é tão jovem (meu caso), esses exercícios são mesmo fundamentais.
Na verdade eles o são também para os jovens, mas esses, por vezes, não se apercebem dessa necessidade devido a elasticidade própria de suas idades, mas devem se conscientizar, e entre nós estão conscientes disso, pois só lhes trará benefícios, evitando lesões que mais tarde poderão lhes ser fontes de grandes incômodos ou mesmo sofrimento físico.
Outro tipo de exercício que o Fernando vem nos introduzindo são aqueles respiratórios associados à expressão vocal. Embora novato no meio teatral, fica evidente para mim a necessidade dessa sincronia voz/respiração, o que proporcionará uma adequação da voz que se bem aproveitada protegerá nossas cordas vocais e permitirá lançarmos a voz mais longe e com mais potência. Assim sendo, juntamos os exercícios de alongamento com os exercícios respiratórios, fazendo um alongamento sonoro, ao som de “a” e de “s”, assumindo posições inusitadas, que completam todo o esforço de expressão generalizada, cuja coordenação ainda nos parece um pouco desajeitada, mas que deve ir tomando forma a medida que progredimos nos treinos.
Embalados pelos aquecimentos complexos da fase inicial da aula, passamos ao exercício de movimentação em meio de viscosidade variável, até que o mesmo atinja o seu máximo, impedindo-nos de nos locomovermos; essa memória sensitiva começa a nos parecer mais familiar, permitindo-nos mergulhar mais e mais neste mundo imaginário, que aos poucos vai arrebatando nossas mentes. Momento sensorialmente curioso foi aquele ao final do exercício, quando entregarmo-nos ao total derretimento do meio que nos incluía, permitindo um relaxamento compensador.
Finalizando, exercitamos conversações na língua inventada, e percebemos que gradativamente vamos incorporando vocábulos inventados com mais facilidade que no início. Na encenação final trabalhamos em diferentes ambientes, tais como : sala de aula, desfile de modas e cozinha, usando a língua inventada e criando situações e seqüências cênicas que paulatinamente vão mostrando continuidade, sem grandes soluços caricaturescos. É claro que esse processo é lento, e por vezes resulta em finalizações bruscas ou ações desconexas da cena principal, mas estamos certamente fazendo progressos.
Chico – 06/07/2009

A engrenagem... rs.
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