Esta aula marcou o retorno após o feriado e a semana do Teatro, um esperado e entusiasmado retorno, alias.
Quem participou ou assistiu uma ou mais peças, teve a oportunidade de trazer a discussão diversos aspectos destas experiências vividas, seja no back-stage , seja na platéia. E foi assim que tomei conhecimento do grau de importância que, por exemplo, a iluminação tem na cena. Certamente, muitas outras lições devem ter sido tiradas da assistência destas peças, e uma outra particularmente interessante, me mostrou que a arte do Teatro segue por meandros ainda insuspeitos para mim. Surpreendeu-me descobrir que há mais do que a cena óbvia pode mostrar. Talvez uma meta linguagem, na qual formas e expressões manifestam-se dando ao espectador a chance de ativamente construir seu próprio entendimento, num enredo em que ele próprio faz parte da descoberta. Um livre pensar, criativo e crítico, simultaneamente necessários.
Embalados por esta atmosfera de descobertas, retomamos a discussão da ‘Igreja do Diabo’ , buscando compreender melhor o processo criativo. E transitamos entre os exercícios de transformar uma estória em imagens e vice-versa. Novas descobertas. Se num sentido a tarefa não se mostrou tão simples, no outro, avizinham-se dificuldades a serem vencidas. Mas o processo é sem dúvida estimulante.
Na tentativa inicial de reconstrução da cena, parece não haver um único fio condutor da estória. Diferentes interpretações parece poder surgir, dependendo da compreensão, da visão pessoal e dos fundamentos filosóficos do leitor. Bom, tudo ainda ainda me parece enigmático e a ser compreendido.
De toda forma a tarefa seguinte parece ser a de dar expressão a seqüencia de atos que possam ser encenados, em harmonia com a dinâmica da estória original.
Para finalizar a aula, exercitamos um jogo que exigia a criação de outra estória, que era costurada de improviso, a partir de imagens de recortes aleatórios de revistas; Mais uma vez o desafio era dar sentido minimamente coerente a um fluxo de idéias sacadas instantaneamente e de surpresa. Certamente uma das habilidades que devemos desenvolver nesta nossa formação.
Chico – 14/09/2009
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