Décima nona aula…

Estamos nos aproximando do fim de mais um módulo. Faltam cerca de cinco aulas e já começa a dar saudade. Principalmente porque as aulas estão cada vez mais dinâmicas e formadoras.

Na primeira parte da aula, após o aquecimento do corpo e voz, fizemos o Jogo do Vampiro. De olhos fechados, nos deslocamos pelo espaço e o objetivo era que o “vampiro” da vez tocasse no pescoço de quem estiver perto e assim “transformá-lo” também em vampiro. Fizemos isso sempre com os olhos fechados. A princípio até parecia um exercício simples, mas, com o desenvolvimento, percebemos que não era bem assim. As reações foram as mais diversas: medo, ansiedade, apreensão, entre outras. Porém, o que tiro de lição desse jogo é que utilizamos muito mal nossos sentidos. Ficamos, muitas vezes, presos a visão sendo que temos ainda, por exemplo, a audição e o tato. E esse exercício nos mostrou isso. Sem a visão, éramos obrigados a prestar mais atenção no que acontecia a nossa volta. Com o passar do tempo, o que parecia estranho até se tornou divertido. Éramos guiados pelas vozes e pela percepção da presença de outro corpo ao nosso lado e o exercício exigiu muita atenção e concentração.

Na segunda parte da aula, trabalhamos mais um pouco com o conto “A Igreja do Diabo”, nosso desafio desse módulo da oficina. Utilizando cartolinas e imagens que escolhemos em revistas e jornais, nas aulas anteriores, e que tinham a ver com o conto, fomos montando as cenas, definindo quando começa e encerra cada uma.

Eu entendo que esse trabalho de construção das cenas e dos personagens será fundamental para montar a base do exercício final que será proposto ainda. E, seja ele qual for, precisamos estar preparados e conhecendo muito bem cada parte do texto.

Tanto o Jogo do Vampiro quanto a construção das cenas em cartolinas foram fundamentais no aprimoramento das técnicas teatrais, fortalecendo ainda mais o meu desejo de seguir em frente nessa arte.

E que venham os novos desafios!

Mônica de Sousa e Lima – 28/09/2009

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